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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Edição Extra

Com uma edição extra, publico aqui uma matéria da Agência ABN.


Mosqueiro prepara festa para o feriadão

BELÉM DO PARÁ (ABN NEWS) - Os próximos dias serão mais que um simples feriado prolongado em Mosqueiro. Sorteio de moto, música ao vivo e um motopasseio para os apaixonados, fazem parte da programação na ilha, tanto para os casais que desejarem ficar agarradinhos no Dia dos Namorados, quanto para quem quiser apenas aproveitar o feriado longe da rotina diária e estressante do trabalho.

Quem for a Mosqueiro nesse feriadão, será recebido com muita animação e festa. Além das belezas naturais, o visitante de Mosqueiro vai desfrutar de apresentações de quadrilhas e grupos musicais. E também poderá participar do sorteio de uma moto zero e de vários concursos promovidos pela Agência Distrital. Haverá a escolha do casal mais simpático da melhor idade; o motoboy e a motogirl mais bonitos; a moto mais incrementada; o casal mais exótico e o motoclub com maior número de participantes. A inscrição custa R$ 10,00 e vai até dia 13. É necessário levar um quilo de alimento não perecível. O participante ganha uma camiseta no ato.

O ponto de partida para o motopasseio será a avenida 25 de setembro, atrás do Bosque Rodrigues Alves, seguindo o trajeto pela avenida Almirante Barroso, rodovia BR 316 e estrada de Mosqueiro. A chegada será na Praça da Matriz.

A abertura do evento acontece na quinta-feira (11), às 16h, com um cortejo cultural que sairá da avenida Getúlio Vargas até a Praça da Matriz, onde está montado um palco para as apresentações das bandas musicais e dos grupos folclóricos.

Confira a programação:

11/06 – Quinta (feriado)

16h: cortejo cultural

18h: apresentações de quadrilhas e bandas.

12/06 – Sexta (Dia dos Namorados)

18h: apresentação de quadrilhas e boi.

14/06 – Domingo

9h: motopasseio para os namorados

11h: sorteio de brindes e de uma moto zero; escolha do casal melhor idade, motoboy/motogirl, moto mais incrementada, casal mais exótico e o motoclub com maior número de participantes.

Informações: Agência Distrital de Mosqueiro. Av. 15 de Novembro, 664 - Mosqueiro - Tel: (91) 3771-3150


Segue o link da notícia: Mosqueiro prepara festa para o feriadão

domingo, 7 de junho de 2009

Dicas de pilotagem

É muito importante para um motoboy ou uma motogirl saber pilotar a sua companheira, digo isso pois não é dificíl presenciarmos jovens que compram a moto, fazem a habilitação e saem trampar, mas sem experiência alguma!
Se para quem pilota a alguns anos é ariscado passar o dia todo entre carros, ônibus, camionetes, outras motos e pedrestes, para quem não tem experiência e consequentemente a agilidade necessária desenvolvida, o perigo aumenta e passa da adrenalina para quase loucura.
Para que todos possam fazer o seu trampo com mais segurança eu faço a minha parte, costumo conversar com os companheiros (a), trocar idéias e dicas das situações do asfalto e etc, além disso vou também postar aqui algumas dicas sobre pilotagem das magrelas.
Segundo o piloto Alexandre Barros "Na corrida, todos são pilotos, estão super equipados e sabem o que fazer. Nas ruas há uma série de surpresas que podem surgir. Por isso, o bom motociclista urbano é o que está sempre muito atento, equipado e com a moto em boas condições" . Ta aí uma opinião de um cara profissional.
Dirigir uma moto em baixa velocidade é um processo simples. O piloto simplesmente gira o guidão na direção em que deseja ir. Isso funciona apenas em velocidades abaixo de 10 km/h (Como funcionam as motos), acima dessa velocidade como fazer? Ao fazer uma curva, em velocidade relativamente alta - numa estrada, por exemplo - você força o guidão da moto para o lado de "dentro" ou para o lado de "fora da curva"? (DICAS DE PILOTAGEM) há quem diga que o correto é girar levemente o guidão da moto no sentido contrário, parece contraditório, mas tem alguém afirma que isso é o certo.
Ao fazermos uma curva duas forças atuam no evento, a da gravidade forçando a moto e o piloto contra o chão e centrífuga, empurrando a moto para fora da curva, quanto mais peso estiver na moto e maior for a velocidade, maior será a força centrífuga agindo durante a curva.
Mas e na cidade, como a parceira deve ser conduzida?
No Blog Duas Rodas, há algumas dicas que considero importantes:

1. No Semáforo:
Ao parar em um semáforo, pare sempre sobre a linha divisória da pista se houver mais de uma para o mesmo lado, deixe sempre a pista para os carros, alguém por distração pode não vê-lo e uma pancada na traseira é bem ruim. Pela mesma razão nunca pare atrás de um carro, quem vem atrás pode não conseguir parar e prensá-lo contra o carro da frente.

2. Com as outras motos:
2.1 Quando andar com outras motos na cidade ocupe sempre a mesma pista. Evite andar um ao lado do outro, em caso de necessidade de desviar de um obstáculo não será possível por falta de espaço.

2.2 Se a moto da frente parar bruscamente, não ultrapasse, ele pode ter visto algo que você ainda não viu, então pare também.

3. Ultrapassagem:
Quando estiver no trânsito da cidade NUNCA ultrapasse pela direita, especialmente os veículos, lembre que muitos não sinalizam quando vão dobrar a direita e não esperam que venha alguém pela direita;

4. Estacionamento:
4.1 Quando precisar estacionar opte pelos estacionamentos específicos de motos são mais seguros que parar entre carros que na hora de sair podem derrubar sua moto!

4.2 Estacione sempre com a moto de frente para rua (traseira na calçada) na hora de sair é sempre mais fácil e mais seguro;

5. “Costurar” no trânsito:
Apesar da moto se prestar a andar entre os carros evite fazer isso especialmente em vias de maior velocidade, pense que os motoristas de veículos não esperam que esteja passando uma moto entre eles e a atitude normal de trocar de pista sem sinalizar pode tornar-se um acidente e tanto. Deixe para ultrapassar os veículos quando estiverem lentos ou parados.

6. Farol da moto acesso: Além de ser uma exigência do novo código de trânsito, é sempre mais seguro andar com o farol da moto aceso de dia, os outros veículos lhe percebem mais facilmente.
Além dessas há outras dicas importantes, como por exemplo:

A) Se você é novato na coisa, ande muito com a sua moto antes de se aventurar no trampo, pense sempre que se em algum acidente entre duas motos ambos podem morrer, e um deles pode ser você. Quando falo em andar muito quero dizer cerca de 1000km.

B) Vai sair rodar? Então faça uma checagem, nos pneus, luzes, freios, óleo, gasolina e não se esqueça de afivelar o capacete.

C) Quando estiver parado em algum sinal ou cruzamento, o pé esquerdo deve ficar apoiado no solo e o direito no estribo, com o freio de pé acionado.
A 1ª marcha deve ficar engatada e a embreagem acionada.

D) Aprenda a fazer curvas inclinando a moto, é muito importante um profissional da moto saber deitar a sua magrela, isso pode te livrar de diversas situações de acidente. Treine com zigue-zagues numa rua sem movimento.

E) Ah... e como é importante saber frear a moto... Frear não é um simples ato de puxar o manete e enfiar o pé no pedal. Frear uma moto é saber que muito mais do que num carro, em uma moto nunca deve-se travar as rodas, pois caso contrário é queda na certa.
Caso a frenagem não seja suficiente, lembre-se de assegurar-se que não vem ninguém atrás e desviar para o lado.

F) Estacionar uma moto é fácil, basta que você não precise andar de marcha ré, mesmo sendo leve para quem trampa o dia todo é cansativo ter que ficar empurrando a moto de ré para ter que estacionar. Prefira também estacionamentos exclusivos para motos, são mais seguros e melhor posicionados, além de não terem carros para derrubar a sua companheira.

G) Atenção redobrada, com buracos (sombras no asfalto podem ser buracos), condições do tempo, com quem está a sua frente, ao seu lado e atrás de você, enfim, redobre a sua atenção.

H) Você é um ser invisível, faça-se perceber no trânsito, farol sempre ligado.

I) Nunca deixe faltar gasolina, pois sempre fica uma sujeirinha no fundo do tanque, que pode danificar o motor da moto.

J) Como você é novato (a), não fique achando que já é um super-homem ou a mulher-maravilha, vá com calma...

K) E por fim, tenha atenção e muito cuidado, cuidado, cuidado, cuidado . . .

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Adrenalina

Tudo bem, são 01:15 de segunda-feira prometi que as postagens iriam ser feitas apenas aos domingos, peço desculpas aos leitores do blog, mas como toda a região de Porto Alegre ficou sem internet por umas horas, essa foi a única hora em que consegui postar um conteúdo aqui.
Justificativas a parte, vamos ao que interessa.
Neste domingo recebi no meu endereço do orkut um comentário do "DU", falando que ele é motoboy em São Paulo e que "é pura adrenalina!!!", publico aqui então alguns assuntos referente a adrenalina de ser motoboy.

"Eles não são muito bem-vistos. Ao contrário. Acumulam até inimigos públicos." (Farol Cadango.com), essa é mais uma notícia que mostra como a sociedade enxerga esta classe profissional. Afinal para todos, motoboys são apenas "cachorros loucos", "malucos da rua", "imprudentes" e muitos outros chingamentos.
Se esquecem que sem o cara da moto, a pizza chega fria, o remédio só depois que o enfermo já estiver morrido e o pagamento só depois do vencimento, ou seja, sem o motoboy ou a motogirl qualquer cidade pára.
Segundo
Raphael Henrique Matos (antropólogo que fez um estudo na área de Brasilia com 144 motoboys - Farol Candango.com) "Ninguém em sã consciência se colocaria numa situação de risco de morte sem ter uma causa maior por trás", ainda segundo ele imprudência é uma realidade, alguém precisava entender o porquê disso. "O motoboy não é um maluco qualquer que sai cortando os motoristas para desrespeitá-los. É uma pessoa que está correndo atrás do R$ 1,80 que vai ganhar naquela viagem".
Sobre adrenalina num dos comentários que achei na internet foi "
Cara eu trabalho de motoboy, custuro os carros como um loko, eu acho que essa é uma adrenalina pirada e é muito louca." além de muitas manifestações quando conversamos com os parceiros da moto.
No site da SPTV Fabre motoboy diz o seguinte “Tem vez que é imprudência do próprio motoqueiro e tem vez que é desatenção do motorista também. Medo a gente tem, mas é a única coisa que eu sei fazer. Estudo pra poder ter outra profissão, mas eu prefiro a moto. A liberdade, a adrenalina de estar em cima dela. Um amor pelo veículo” , ou seja, será que ele prefere a adrenalina?

Fica a pergunta, será que a sociedade antes de criticar, nos dá a opção de chegar atrasado? Ou prefere que a sua encomenda esteja na hora desejada naquele local?
O que você acha? Dê a sua opinião...

sábado, 30 de maio de 2009

ORAÇÃO DO MOTOBOY E DA MOTOGIRL

ORAÇÃO DO MOTOBOY E DA MOTOGIRL

Senhor meu Deus e meu Pai, Louvo a ti pelo meu dia de serviço.
Peço ao Senhor que neste dia acampe os teus anjos de guarda ao meu redor, livrando-me de todas as artimanhas e armadilhas do inimigo.
Livra-me de todos os acidentes, das bocas de lobo e dos bueiros sem tampas, livra-me das fechadas dos carros, até mesmo de alguma porta de veículo que venha abrir e me atingir.
Livra-me das balas perdidas que possam vir a me atingir, livra-me das linhas cortantes de pipas, livra-me dos buracos na pista, de pedras no caminho, de alguma mancha de óleo que possa me fazer derrapar e cair.
Também Pai, livra-me dos ladrões que queiram roubar a minha moto, pois esta é a minha ferramenta de trabalho.
Senhor, sou teu servo e confio na tua proteção e desde já agradeço-te em nome de Deus, Amém.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

No site Motoonline encontrei uma matéria interessante sobre as mamães motogirls, mesmo sendo um pouco atrasado faço a publicação do texto aqui.
Lí e gostei muito do que fala a publicação, portanto segue:

Mamãe é motogirl!
Foi o que minha filha gritou assim que viu sua mãe toda paramentada para andar de motocicleta. Fato incomum, pois a mesma não está acostumada, mas afinal de contas, será por uma boa causa.

Esse Dia das Mães será diferente em casa; ouviremos histórias de mamães motociclistas; aquelas mulheres que acordam cedo, deixam a casa toda arrumada, dão um beijo em cada filho e partem para as ruas. Fazem os documentos das cidades circularem, fazem entregas de comida, remédios, pizza e recados.

Essas mamães são vitoriosas, que “matam um leão por dia” para dar o sustento ao lar. E depois de um dia cheio de trabalho, do vai e vem, do trânsito louco, ainda se sentam à mesa de casa, fazem a lição com os filhos, e dão um jeitinho para sobrar tempo para dar um colinho ao seu marido.

Essas mesmas mamães motociclistas, que trabalham fora a semana inteira e no fim de semana colocam o filho na garupa e dá “aquele” passeio, diversão garantida, amor garantido ... não são somente mães, são cúmplices, amigas, conselheiras, se doam.
Elas são a materialização de um sentimento, uma palavra abstrata: AMOR !

Mas que amor é esse? Que nos carrega por nove meses em seu ventre e mesmo tendo dores, enjôos, náuseas, aumento de peso e variações hormonais incríveis, ainda passam a mão na própria barriga e nos diz: - Eu te amo meu filho.

Mas que amor é esse que mesmo depois de horas em trabalho de parto, com muitas dores, nos recebe das mãos do médico, nos coloca em seu colo e nos diz: - Eu te amo meu filho.

Mas que amor é esse que se levanta de madrugada mesmo depois de acabar de deitar e do próprio corpo nos oferece alimento, nos deixam limpos, confortáveis e ainda confere tudo antes de se deitar de novo e ainda nos diz:- Eu te amo meu filho.

Mas que amor é esse que nos ensina a falar e mesmo depois de dizermos a primeira palavra da minha vida – tetê – tem orgulho de nos e ainda assim nos diz: - Eu te amo meu filho.

Mas que amor é esse que nos ensina a andar e mesmo que caiamos em cima do colchão, nos examina dos pés à cabeça, vê que não temos nada, ainda assim se desespera nos pega no colo, nos abraça e nos diz: - Eu te amo meu filho.

Mas que amor é esse que no nosso primeiro dia de escola, chora de preocupação com o seu querido, nos leva à porta da sala de aula, nos pega no colo e diz: - Eu te amo meu filho, amanhã você começa na escola... e nos levam de volta pra casa, pois dizem que não vão agüentar ficar um dia inteiro sem seu filho querido.

Mas que amor é esse que nos deixa sair à primeira vez com os amigos, mas nos liga a cada cinco minutos pra saber se está tudo bem e para nos lembrar que assim que quisermos é só ligar para ir nos buscar dizendo: - Eu te amo meu filho.

Esse só pode ser o amor de mãe, amor incondicional sem hora nem lugar, sempre presente. Mesmo que seja visitando um filho no presídio, ou o ensinando a andar; esse é o amor de mãe.

Amor que deve ser recomPENSADO todos os dias e em todos os momentos.

Mamães que são papais, papais que são mamães, travando uma luta diária para manter a família unida e feliz.

Um ótimo dia das mães, uma ótima semana, um ótimo mês, um ótimo ano, para vocês, para nós, para todos!



Segue o link: Mamãe é motogirl!

terça-feira, 26 de maio de 2009

PADRÃO

Boa tarde irmão e irmãs das duas rodas!
Bem, estou aqui hoje para comunicar que a partir dessa semana a publicação no blog será padronizada, afim de que todos possam já saber de ante-mão qual a data de novos assunto aqui comentados.
Esta semana ainda não seguirá o padrão, mas na próxima o padrão de dia de postagem será sempre aos domingos, no decorrer do dia e quantas forem necessárias, ou seja, se 5 profissionais da moto me enviarem conteúdos na mesma semana, estes 5 terão seus textos já publicados no blog no domingo sub-sequente.
Desta maneira espero facilitar com que todos possam ver os conteúdos sem perder alguma coisa devido a estar trabalhando na hora da nova postagem.
abraços e bom trampo a comunidade!!!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Enrique Andres

Esse sujeito é motoboy, já foi publicitário por cerca de 40 anos, aliás, quem quiser conhecê-lo, acessa a reportagem que me levou até ele "Blog do publicitário que virou moto-boy", assim todos tem a chance de conhecer cada um do seu jeito.
Bem, ao acessar o seu blog encontrei um de seus textos, falando claro sobre a profissão dos motoboys, solicitei a sua autorização e agora trago a todos vocês, colegas do asfalto o texto, segue:

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Vida de motoboy
Considera-se os moto boy a escoria da sociedade. Por causas comuns, simplistas, força do destino ou da necessidade que obriga um cidadão comum assumir uma atividade altamente discriminada. Por vezes, pessoas cultas, formadas, alheias à essa profissão devem assumir por força maior se sujeitar a esta cruel atividade. Quem trilha este caminho sabe dos perigos, das humilhações e injustiças que esta profissão oferece.
Sou um dos casos, formado em arquitetura, com firma de comunicação visual, fui obrigado pelas circunstancias atuais, da carência de serviço, a comprar uma motoca nova e sair a batalhar.
Descobri muitas coisas, que sou bom nisso, ando junto com os melhores, estou gostando mesmo. A solidariedade que se encontra nesse grupo é fora de série. Não tem como não parar num farol sem que alguém te peça ou te de uma informação necessária.
Pode ser o dia mais triste de sua vida, tua mulher te chifrou, recebeste a visita da sogra no final de semana, o teu cachorro te mordeu, não importa, sempre encontrarás um motoqueiro te cumprimentando ou te oferecendo auxílio nas esquinas. Um comentário oportuno, um conselho válido, em fim, você nunca estará sozinho no seu sofrimento. Dizem as estatísticas que morre um motoqueiro e meio por dia. Agora vejo isto como uma grave fatalidade.
Seriam necessárias campanhas educativas para o comportamento veículos em geral versus motos. Muitos pensam que o moto boy é aquele ser desprezível que vêm para destruir com o pezão o teu espelho retrovisor. Bem, não são todos os espelhos as possíveis vítimas, e sim aqueles que estão sobrando.
São muitos nas ruas, eles se incomodam entre sim também. Tem pequenas e graves colisões. Claro que sempre prevalece o espírito corporativo, a compreensão perante algum pequeno erro cometido. A classe não se condena a si própria, se complementa, se ajuda.
As dificuldades são as mais diversas, falta de segurança, falta de seguro sobre o veículo, ganho miserável, vitima das inclemências do tempo, da poluição ambiental, dos patrões exigentes que obrigam a “correr” o dia todo.
Compromissos de horário, contratos que roda muito e ganha pouco, falta de objetivo em tudo isso, que no fim não leva a nada. Com o que se ganha não se compra nada e se perde um tempo precioso em fazer outra coisa na vida, como estudar. Ou seja, uma profissão com presente, pois da para comer, mas sem futuro, não da para progredir, ser transferido, ser reconhecido, ganhar mais, subir de cargo, em fim nada, a não ser ficar velho e continuar pilotando essas máquinas malucas. Existem seres engraçados, os chamados “cachorros loucos”, que correm enlouquecidos o dia inteiro, desprezando a vida, transformando a atividade numa doida aventura, com a esperança de faturar uns trocados a mais por dia. Ignoram isto sim, que eles são as primeiras vítimas, pelo desgaste físico, emocional e da suas máquinas.
O diabo fica ansioso de ver a forma que eles desprezam a vida.
Bem, o perigo existe em toda esquina, com chuva o sol. Somos vítimas do descuido alheio, levando a pior parte em qualquer confronto. Pagamos caro, até com a vida uma pequena distração de um motorista de carro ou caminhão.
Não reclamamos do nosso infortúnio, parece que estamos resignados, calejados de levar desvantagem sempre. A maior satisfação é correr velozmente nos corredores formados por veículos nos dias que está o transito todo parado. Parece uma verdadeira vitória passar todo mundo que está parado e nós correndo velozmente no meio deles.
Existem diversos tipos de moto boy, aqueles que trabalham por serviço e precisam correr o dia inteiro, aqueles que ganham por hora e precisam que o tempo passe para ganhar algum, não tem pressa. Os novatos, que tem medo de entrar nos “corredores”, pois ainda não tem prática de andar disparados no meio do aperto, os motociclistas que se misturam aos moto boy mas sempre com as suas máquinas enormes, possantes. Alguns parecem vindos de filmes do futuro, com os braços para cima naqueles guidões gigantes. Esses devem dirigir na velocidade dos carros, sem chance de ultrapassar no transito da cidade. Só se destacam na estrada.
Agora, a consciência de sua própria vulnerabilidade acerca mais estes seres incríveis. Loucos por desprezarem a vida a troco de nada. Só a aventura é que vale. Vi senhores de cabelo branco, achacados pela idade, já não correm tanto, mas continuam firmes nas ruas de São Paulo. Da pena de ver que não tem outra alternativa na vida a não ser essa, a única forma de sustento que eles conhecem e assim continuam até quando Deus quiser.
Peço encarecida mente aos leitores, aos motoristas de veículos como carros, ônibus, caminhões, que tenham consideração com os motoqueiros. Um espelho quebrado não é nada comparado com uma vida. Aliás, acima de duas rodas sempre existe uma vida.
Não sejam injustos, ceda o passo, a gente corre para servir a sociedade, arriscando a vida a troco de nada. Não custa ser gentis, pelo menos para nossa segurança e a vossa própria, pois, quem deseja se envolver num acidente às vezes fatal com um motoqueiro? Como fica a consciência? O dia de trabalho?
A despesa toda? Não é melhor evitar? Mesmo às vezes levando algum xingo ou ofensa?
Se dei um passo à frente no intuito de melhorar a vida de muitas pessoas, então estou realizado em minha intenção. Cumpri o meu dever cívico que é a melhora da sociedade como um todo.
Salve os motos boy!

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Segue o link do blog do Enrique: Motoboy1000

sexta-feira, 22 de maio de 2009

DIVULGAÇÃO DO BLOG


PLACA VERMELHA

Hoje no início da manhã conversei com um motoboy parceria, o Adair da Buchecha Express, falando para ele sobre este blog, qual o objetivo e tudo mais. Então ele me pediu que eu falasse sobre as placas vermelhas, pois segundo ele todos os motoboys deveriam ter as tais placas e não alguns sim e outros não.
Portanto fui buscar a resolução, para que após a leitura fosse possível analisar qual a regulamentação vigente sobre o assunto.
Bom segundo a resolução 219 esta "Estabelece requisitos de segurança para transporte remunerado de cargas por motocicleta e motoneta.", ou seja, de certa forma regulamenta a atividade de motoboy .
O artigo 1 diz o seguinte: "Os Órgãos Executivos de Trânsito dos Estados e do Distrito Federal deverão registrar os veículos tipo motocicleta e motoneta, na categoria aluguel, quando
utilizados para transporte remunerado de cargas. § 1° A placa de identificação da
motocicleta e motoneta deverá ser na cor vermelha, atendendo às exigências da
Resolução 45/98, do Contran e o disposto no artigo 135 do CTB."

Lendo a resolução 219, percebi que é norma a placa vermelha, logo, cabe aos órgãos fiscalizadores aplicarem a norma, porém não devemos esquecer que tudo é custo e em nenhum momento a resolução cita que o motoboy que fizer a placa vermelha terá algum incentivo fiscal.
Portanto mais uma vez a lei exige que se desembolse uma certa quantia de $, porém não retorna este valor ao bolso da sociedade.

Pois, a única coisa que é citada "Parágrafo único. Não incorrem em
penalidade os veículos registrados na espécie carga, que trafeguem somente com o
dispositivo de fixação, sem o baú ou a grelha, e que estejam transportando passageiro,
desde que mantidas as características originais do assento e do apoio dos pés (estribo
para o passageiro)."
Ufa (!), pelo menos quando o motoboy estiver no lazer poderá levar alguém como passageiro...
Abraços

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Proibição de passagem de motocicletas no corredor é barrada

O projeto que proibiria a circulação de motos entre os demais veículos foi sepultado, pelo menos por enquanto. Encontrei no site da Abram o texto que explica a situação e expões o que a entidade está fazendo a respeito.

Segue o texto:

A ABRAM – Associação Brasileira de Motociclistas, vem a público manifestar-se contrária ao Projeto de Lei nº 2.650, de 2003, que torna proibido aos condutores de motocicleta, motoneta e ciclomotores, o tráfego entre veículos em filas adjacentes (corredores) de autoria do deputado Federal Marcelo Guimarães Filho do (PFL-BA) que teve como relator o deputado Federal Hugo Leal (PSC-RJ).

O referido PL foi aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara Federal e seguiria para análise do Senado Federal e, depois para a sansão do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, se não fosse barrado por um recurso do deputado Federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) com assinatura de outros parlamentares.

O presidente da ABRAM, Sr. Lucas Pimentel, recebeu por fax o comunicado do Deputado Federal Arnaldo Faria de Sá, informando sobre a entrada do recurso 255/09 e por telefone o próprio deputado esclareceu que tal ação teve como objetivo levar a discussão a plenário, agora temos que aguardar a apreciação do recurso.

Ocorre que desde o ano 2000 a ABRAM realiza o PRAM – Programa de Prevenção de Acidentes com Motocicleta e nesse período jamais constatou ser causa relevante para o envolvimento dos motociclistas em ocorrências de trânsito a passagem pelos entre os veículos, denominado “corredor”. Assim a ABRAM questiona em quais estatísticas se baseou este projeto?

“Nós preocupamos com a segurança do motociclista no trânsito, tanto que nos posicionamos contrários à liberação da passagem de motocicletas pelos corredores de ônibus, principalmente em razão do derramamento de óleo combustível e de motor, que causaria derrapagens das motocicletas”, enfatiza Lucas Pimentel.

“Assim afirmamos que se este projeto for aprovado, teremos um aumento substancial do número de ocorrências de trânsito envolvendo motociclistas, porque trafegando atrás dos automóveis, o motociclista não terá campo de visão suficiente para se desviar de sujeiras e buracos na via que uma vez que a 60 km/h percorre 16 metros por segundo e também não terá distância segura para a frenagem, pois uma motocicleta a 60km/h gasta cerca de 30 metros para efetuar a frenagem total, isso sem falar no aumento da poluição e no desemprego, uma vez que cerca de 3 milhões de pessoas usam a motocicleta como ferramenta de trabalho e cerca de 5 milhões como meio de locomoção para o trabalho”, conclui Pimentel.

A ABRAM defende a criação de faixas exclusivas para motocicletas nos moldes da implantada na Av. Sumaré em São Paulo, mas, onde não for possível a criação da faixa para motos, sugere a criação de um divisor de faixa diferenciado entre as faixas 1 e 2, regulamentando a passagem das motocicletas por onde elas já passam hoje e que se proíba a passagem das motocicletas entre as demais faixas.

Versos

Recebi no meu e-mail uns versos sobre os motoboys e quem me enviou foi "Ele o Paulada", segue:


Toc...Toc...Toc Nobres Motoboys

Me chamam de motoboy
E muitos não gostam de mim
Não ligo e sigo lutando
Nasci pra viver assim...

Eu acordo muito cedo
E cedo já estou na rua
Pra te entregar a comida
Ou correspondência sua...

Coloco minha vida em risco
Pra atender tua pressa
Mas isto não vem ao caso
Á você não interessa...

Corro atrás do meu salário
A moto é meu ganha pão
Com ela a adrenalina
Que as vezes me joga no chão...

Estou sempre no corredor
Mas buscando a felicidade
Tentando salvar minha vida
Eis aí minha verdade...

Mas tenho eu uma família
Tenho filho e mulher
Mas quando na marginal
Que seja o que Deus quiser...

E á mim sempre maltratam
Me xingam na minha cara
Mas sem nossa classe operária
É certeza que São Paulo pára...

Eu quero paz pra trabalhar
E ver São Paulo crescer
Se carros precisam das ruas
De moto preciso viver...

A maioria de nós é pobre
Mas temos dignidade
Queremos ser respeitados
Pra respeitarmos a sociedade...

Somos também conscientes
E falo com emoção
Que seja rico, seja pobre
Dirija com educação...

Não quero nada de ninguém
Eu só quero trabalhar
Sustentar minha família
E em minha moto trampar...

Melhor sermos motoboys
Uma classe de trabalhadores
Do que sermos marginais
No governo roubando horrores!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Motoboy. eu?????????

É caros amigos e inimigos (...), estou pensando seriamente em me tornar um profissional da moto, vulgo, o famoso motoboy.
Sou piloto de moto desde 2003, quando adquiri minha primeira motocicleta, ou seja, já vão lá seus 6 anos em cima de duas rodas. Me considero um piloto consciente das minhas responsabilidades no trânsito, perante os outros e a mim (é claro).
Estou desde os meus 17 anos trabalhando no ramo da administração e estudando esta área e u percebo certas coisas que estão me fazendo mudar de opinião (sim ! existe a mudança de opinião), como por exemplo, o fato de que a remuneração para quem não é patrão ou não ocupa um cargo de média-alta liderança é baixa.
Ainda não me decidi se vou me dedicar a esta nobre profissão de motoboy, mas há grandes possibilidades de que isso aconteça, estou em fase de avaliação sobre a mudança, no que tande a remuneração média, horas trabalhadas, ambiente de trabalho, riscos e prazeres da atividade dentro muitos fatores não tão objetivos assim.

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A ideia é que este blog seja um veículo de comunicação com o mundo, mas não só a minha comunicação e sim de todos os "irmãos" e "irmãs" profissionais da moto, sendo ora um meio de denúncia, de desabafo, de incentivo, de orientação, ou seja, um local onde todos possam se expressar sem censura, porém é claro sem ofender ninguém.
A todos os motoboys e motogirls deste país, deixo aberta qualquer comunicação que queiram fazer, basta enviar-me um e-mail, não esquecendo de se identificar com o seu nome, cidade onde trabalha e etc.
Abraços a todos e até a próxima...

Seguidores

Você que é um (a) profissional motociclista, recomenda esta profissão?

A quanto tempo você é motoboy/motogirl?