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sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Pilotagem
Não vamos falar de bruxas, pais-de-santo, cartomantes ou ciganos… Mas veja só essa situação: uma senhora está parada na frente do shopping com as mãos repletas de sacolas. Ela pode tê prejudicar! Como assim? Não fiz nada para ela! É, mas o piloto atento sabe que ela pode fazer sinal para um táxi que poderá fechar sua moto sem dó nem piedade. Essa é uma típica situação onde não precisa ser vivente para prever o perigo. Mas nem todos os motociclistas têm essa noção. Afinal tem muita gente sem experiência entrando no mundo das duas rodas. Isso por conta do aumento do número de motos no já complicado trânsito brasileiro, o que reflete um dado importante: a cada dia, mais e mais motociclistas estão nas ruas atrás de mobilidade. E o aumento de vendas de motos sugere um dado ainda mais importante, ou seja, pedestres e motoristas, que antes andavam de ônibus ou de automóvel, estão atrás do guidão.
A motocicleta é um veículo singular. Até mesmo a nomenclatura é diferente. Quem conduz uma moto não é motorista ou condutor. É piloto! E segundo alguns dicionários de língua portuguesa, motorista é aquele que conduz veículos automotores, chofer. E piloto é aquele que conduz ou administra veículos especiais, como barco, avião etc. Então, entende-se que pilotar é diferente de conduzir. E, tenha certeza, a motocicleta exige uma pilotagem, e não uma simples condução.
Na arte de pilotar, a segurança é fundamental. E a base da segurança se divide em duas plataformas: a segurança ativa e a passiva. A ativa é tudo aquilo relacionado a evitar o acidente em si. A passiva, por outro lado, é relativa a tudo que será exigido depois. Exemplificando, seu modo de dirigir, ops, pilotar, é segurança ativa e seu capacete é parte da segurança passiva. Os automóveis, por suas características, têm um patamar de segurança passiva muito maior, que vão desde o cinto de segurança, passando pela deformação da carroceria, até air bags. Para nós, restam apenas o capacete, luvas, vestimentas… Portanto, é muito melhor não cair, não bater, não se expor ao risco
Pilotar é planejar
“Ah, mas os acidentes podem nos pegar de surpresa…”. Nem sempre. Segundo nosso colaborador Normando Rolim, especialista e usuário de motocicleta, “pilotar defensivamente é planejar e prever todas as ações ao guidão”. Responda, com sinceridade: quantas vezes você passou por apuros por causa de uma manobra que poderia ser adiada alguns segundos?
Uma ultrapassagem mal estudada, uma curva mais rápida do que devia ou um toque no espelho do carro ao lado são sinais de abuso ou distração que poderiam, tranqüilamente serem evitados. Observe que a segurança é fruto de um trabalho conjunto, que envolve desde o ambiente, você – piloto – até a motocicleta em si.
Em resumo, são variáveis que podem (e devem, como veremos a seguir) serem controladas. Ou simplesmente antecipadas: se não podemos arrumar as estradas, vale pelo menos andar em velocidade compatível com o pavimento e a sinalização. Portanto, a primeira e importante regra em relação ao ambiente: pilote consciente, antecipando os possíveis buracos, cachorros, insetos na viseira, bolas, crianças e por aí vai. Por mais conhecida que seja a estrada, um caminhão jogando diesel segundos atrás pode lhe causar uma surpresa desagradável na próxima curva. E, depois, não vale dizer: “Ah, mas os acidentes podem nos pegar de surpresa…”. Surpresa é quando não prevemos algo. Portanto, antecipe-se.
Todos os sentidos
Acredite, pilotar motocicleta é uma arte. Todos os sentidos e reflexos devem ser usados. O tempo todo, todo o tempo. Acabo de escutar uma história vivenciada pelo nosso web-master-piloto de plantão, Francis Vieira, que acabou de se safar de um tombo idiota (ou coisa pior). “Meu, senti o cheiro de diesel e arranquei a mão na hora”. Traduzindo, Francis usou seu olfato e se antecipou ao óleo derramado por um caminhão qualquer. Dito e feito, o asfalto estava lá, coberto pela fina e traiçoeira camada de diesel, esperando os desatentos
Nosso nariz pode prever as intenções das mulheres cheirosas e também da “surpresa” de um diesel espalhado na próxima curva. Cheiro de chuva, de diesel, de queimada (que pode prejudicar a visão) é cheiro de encrenca. Preste atenção ao sinal do nariz e controle o ímpeto no punho da direita. Situações de risco não faltam, mas podem ser antecipadas.
Bolas, skates, escolas… hum, também requerem atenção e cuidado. Nossa acuidade visual é imprescindível para uma pilotagem segura. Óbvio que devemos fixar nossa visão à frente, mas não somente ao trânsito e aos semáforos. Crianças (e alguns adultos pensando na morte da bezerra).
OS 10 MANDAMENTOS DA PILOTAGEM SEGURA
1) Conhecer as leis de Trânsito e obedecer a sinalização;
2) Usar sempre o capacete e os equipamentos de segurança;
3) Conhecer o veículo que está pilotando e saber comandá-lo com destreza;
4) Manter o veículo sempre em boas condições de funcionamento;
5) Prever a possibilidade de acidentes e ser capaz de evitá-los;
6) Se concentrar na pilotagem; não resolva seus problemas em cima da moto;
7) Não aceitar desafios e provocações;
Não conduzir cansado, sob o efeito de álcool e drogas;
9) Veja e seja visto;
10) Não abusar da autoconfiança.
Com a palavra, o motoboy
Os motoboys têm uma vivência diária com os riscos do trânsito. Um deles é Antonio Carlos Camacho, que passa algumas dicas: “Sempre olho dentro do carro o que o motorista pretende fazer. Um movimento de ombro ou de cabeça pode indicar a intenção de mudar de faixa. Com caminhões e ônibus não bobeio. Buzino até que ele me veja pelo espelho, aí sim continuo. Caso contrário, paro atrás e só passo quando tiver espaço”. Prudência, velocidade comedida e antecipação são boas maneiras de pilotar seguro. Mas como já dissemos, nada disso adianta se você não estiver bem equipado, com os espelhos regulados e, acima de tudo, atento ao trânsito e a tudo que acontece ao redor dele. Ah, claro, cuidados com a motoca também são fundamentais, principalmente em relação aos freios, pneus e transmissão. Só assim, poderemos reverter o terrível quadro de acidentes que assola o Brasil e, de quebra, curtir nossa motocicleta por muitos e muitos anos.
Publicação original: Novo Hamburgo.org
Videos sobre pilotagem:
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Bebida e pilotagem
Se quando uma pessoa bebe, já se torna complicado ficar em pé imaginem então em quanto aumenta a probabilidade acidente por uma simples perda de equilíbrio, portanto peço a todas as pessoas que pilotam motos, EVITEM AO MÁXIMO BEBER E PILOTAR!!!!!!!!!!
Ah... e não adianta beber, não pilotar e acabar pegando uma carona com uma pessoa que também bebeu!!!!!
domingo, 7 de junho de 2009
Dicas de pilotagem
Se para quem pilota a alguns anos é ariscado passar o dia todo entre carros, ônibus, camionetes, outras motos e pedrestes, para quem não tem experiência e consequentemente a agilidade necessária desenvolvida, o perigo aumenta e passa da adrenalina para quase loucura.
Para que todos possam fazer o seu trampo com mais segurança eu faço a minha parte, costumo conversar com os companheiros (a), trocar idéias e dicas das situações do asfalto e etc, além disso vou também postar aqui algumas dicas sobre pilotagem das magrelas.
Segundo o piloto Alexandre Barros "Na corrida, todos são pilotos, estão super equipados e sabem o que fazer. Nas ruas há uma série de surpresas que podem surgir. Por isso, o bom motociclista urbano é o que está sempre muito atento, equipado e com a moto em boas condições" . Ta aí uma opinião de um cara profissional.
Dirigir uma moto em baixa velocidade é um processo simples. O piloto simplesmente gira o guidão na direção em que deseja ir. Isso funciona apenas em velocidades abaixo de 10 km/h (Como funcionam as motos), acima dessa velocidade como fazer? Ao fazer uma curva, em velocidade relativamente alta - numa estrada, por exemplo - você força o guidão da moto para o lado de "dentro" ou para o lado de "fora da curva"? (DICAS DE PILOTAGEM) há quem diga que o correto é girar levemente o guidão da moto no sentido contrário, parece contraditório, mas tem alguém afirma que isso é o certo.
Ao fazermos uma curva duas forças atuam no evento, a da gravidade forçando a moto e o piloto contra o chão e centrífuga, empurrando a moto para fora da curva, quanto mais peso estiver na moto e maior for a velocidade, maior será a força centrífuga agindo durante a curva.
Mas e na cidade, como a parceira deve ser conduzida?
No Blog Duas Rodas, há algumas dicas que considero importantes:
1. No Semáforo:
Ao parar em um semáforo, pare sempre sobre a linha divisória da pista se houver mais de uma para o mesmo lado, deixe sempre a pista para os carros, alguém por distração pode não vê-lo e uma pancada na traseira é bem ruim. Pela mesma razão nunca pare atrás de um carro, quem vem atrás pode não conseguir parar e prensá-lo contra o carro da frente.
2. Com as outras motos:
2.1 Quando andar com outras motos na cidade ocupe sempre a mesma pista. Evite andar um ao lado do outro, em caso de necessidade de desviar de um obstáculo não será possível por falta de espaço.
2.2 Se a moto da frente parar bruscamente, não ultrapasse, ele pode ter visto algo que você ainda não viu, então pare também.
3. Ultrapassagem:
Quando estiver no trânsito da cidade NUNCA ultrapasse pela direita, especialmente os veículos, lembre que muitos não sinalizam quando vão dobrar a direita e não esperam que venha alguém pela direita;
4. Estacionamento:
4.1 Quando precisar estacionar opte pelos estacionamentos específicos de motos são mais seguros que parar entre carros que na hora de sair podem derrubar sua moto!
4.2 Estacione sempre com a moto de frente para rua (traseira na calçada) na hora de sair é sempre mais fácil e mais seguro;
5. “Costurar” no trânsito:
Apesar da moto se prestar a andar entre os carros evite fazer isso especialmente em vias de maior velocidade, pense que os motoristas de veículos não esperam que esteja passando uma moto entre eles e a atitude normal de trocar de pista sem sinalizar pode tornar-se um acidente e tanto. Deixe para ultrapassar os veículos quando estiverem lentos ou parados.
Além dessas há outras dicas importantes, como por exemplo:
A) Se você é novato na coisa, ande muito com a sua moto antes de se aventurar no trampo, pense sempre que se em algum acidente entre duas motos ambos podem morrer, e um deles pode ser você. Quando falo em andar muito quero dizer cerca de 1000km.
B) Vai sair rodar? Então faça uma checagem, nos pneus, luzes, freios, óleo, gasolina e não se esqueça de afivelar o capacete.
C) Quando estiver parado em algum sinal ou cruzamento, o pé esquerdo deve ficar apoiado no solo e o direito no estribo, com o freio de pé acionado.
A 1ª marcha deve ficar engatada e a embreagem acionada.
D) Aprenda a fazer curvas inclinando a moto, é muito importante um profissional da moto saber deitar a sua magrela, isso pode te livrar de diversas situações de acidente. Treine com zigue-zagues numa rua sem movimento.
E) Ah... e como é importante saber frear a moto... Frear não é um simples ato de puxar o manete e enfiar o pé no pedal. Frear uma moto é saber que muito mais do que num carro, em uma moto nunca deve-se travar as rodas, pois caso contrário é queda na certa.
Caso a frenagem não seja suficiente, lembre-se de assegurar-se que não vem ninguém atrás e desviar para o lado.
F) Estacionar uma moto é fácil, basta que você não precise andar de marcha ré, mesmo sendo leve para quem trampa o dia todo é cansativo ter que ficar empurrando a moto de ré para ter que estacionar. Prefira também estacionamentos exclusivos para motos, são mais seguros e melhor posicionados, além de não terem carros para derrubar a sua companheira.
G) Atenção redobrada, com buracos (sombras no asfalto podem ser buracos), condições do tempo, com quem está a sua frente, ao seu lado e atrás de você, enfim, redobre a sua atenção.
H) Você é um ser invisível, faça-se perceber no trânsito, farol sempre ligado.
I) Nunca deixe faltar gasolina, pois sempre fica uma sujeirinha no fundo do tanque, que pode danificar o motor da moto.
J) Como você é novato (a), não fique achando que já é um super-homem ou a mulher-maravilha, vá com calma...
K) E por fim, tenha atenção e muito cuidado, cuidado, cuidado, cuidado . . .